planta
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A “flor-chave” que abre a porta do Reino dos Céus

Conhecida pelo nome de “flor chave”, devido aos seus cachos de flores que recordam um molho de chaves, esta planta foi usada em pomadas e outras preparações para reumatismo na época de Plínio, o Velho, naturalista romano. Na tradição cristã, dizia-se que estas flores abriam a porta para o Reino dos Céus.
As flores são reconhecidas na medicina tradicional por terem propriedades calmantes / sedativas, e são por isso usadas, em infusão, em casos de hiperatividade e insônia para promoverem o sono.
Santa Hildegarda (1098-1179), mestra do Mosteiro de Rupertsberg, na Alemanha, recomendava-a para fortificar os nervos e “acalmar a melancolia no coração do Homem”.
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Um pé-de-leão diferente!

Dedicada à Virgem Maria durante a Idade Média, era conhecida por “manto-da-senhora”.
O seu nome latim, Alchemilla vulgaris L., provém do latim alchemilla, relacionando-a com a palavra alquimia porque, em tempos idos, os alquimistas recolhiam a água que, de manhã, encontravam no centro das suas folhas. Esta água, muito pura, era designada por “água celestial” ou “orvalho celestial”, e era composta pela água expelida pela planta à qual se juntava o orvalho e a água da chuva.
Na Idade Média era vista como o remédio universal para todos os “males físicos próprios da mulher” (corrimento branco, dores uterinas, problemas do ciclo menstrual, regras dolorosas e síndroma pré-menstrual… ).