Pilriteiro, a árvore que nos deu nome

pilriteiro Herdade

Há pessoas que escolhem árvores, mas na Herdade cremos que devem ser as árvores a escolher-nos. E o pilriteiro fê-lo naturalmente, enquanto símbolo de cura emocional e proteção espiritual. Esta árvore convida-nos a abrir o coração, curar feridas do passado e libertar-nos do medo.

Presente em terras lusas antes mesmo de qualquer memória escrita, esta árvore de espinhos e flores brancas é a primeira a florir em cada primavera e a última a guardar os seus frutos vermelhos no inverno.

Por isso guardámos o seu nome, que incarna a proteção e força que os seus espinhos oferecem.

Muito antes da nossa era, gregos e romanos já reconheciam o seu poder: nas bodas atenienses, cada convidado trazia um ramo de pilriteiro como promessa de felicidade. Em Roma, o noivo conduzia a sua esposa com um ramo de pilriteiro na mão, símbolo de fertilidade e proteção. Na tradição cristã, diz-se que foi o pilriteiro que serviu para tecer a coroa de Cristo. Talvez por isso, em muitas regiões, à porta de casa ainda hoje se planta esta àrvore como barreira contra o mal e convite à proteção divina.

Poetas e romanceiros não lhe ficaram indiferentes e ao longo dos séculos, esta árvore de espinhos e flores brancas inspirou versos e histórias.

Na medicina tradicional, as suas flores em infusão são um tónico cardíaco e sedativo suave. Este é um saber que os nossos bisavós conheciam bem antes de a ciência confirmar o que a experiência já sabia.

O pilriteiro na herdade

Já as nossas abelhas… essas nunca precisaram de palavras bonitas e reconheceram desde sempre o valor do seu pólen e do seu mel.

Na Herdade, colhemos as flores no momento certo da primavera e entregamos os frutos à fauna que habita a propriedade. Um ciclo que se repete há séculos e que honramos com respeito.

É a nossa planta-faro. A que protege, equilibra e lembra que há sabedoria no que é antigo e silvestre.

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